Ninguem pode dizer que ex-namorido e eu nao estamos aproveitando a casa nova, e especialmente o fato de que estamos bem na frente do mar.
Tudo bem, nao estamos falando de nenhuma Copacabana, com areias escaldantes para banhos de sol e botequinhos a beira-mar para uma caipirinha. Mas isso nao quer dizer que nao da pra pegar uma praia nos domingos de sol do nosso pseudo-verao irlandes.
Eu hoje, pela primeira vez desde que cheguei a Irlanda, arrisquei um pezinho na agua (gelada) que banha a Irlanda. Ja senhorita Bellinha nao esta nem ai pro frio, e aproveita as manhas na praia para aperfeicoar sua versao de nado cachorrinho.
Ventinho gelado a parte, nada como uma caminhada ao por-do-sol a beira do mar para encerrar o fim de semana. Familia Kinsella recomenda.
REALIDADE INVENTADA
"Nao quero ter a terrivel limitacao de quem vive apenas do que e passivel de fazer sentido. Eu nao: eu quero uma realidade inventada."
Clarice Lispector
Clarice Lispector
domingo, 24 de julho de 2011
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Como irritar seu marido irlandes em uma licao!
Para as pessoas sadicas (como eu) que sentem prazer em testar os limites da paciencia de seus irish, aqui vai uma licao em como irrita-los de maneira pratica e efetiva.
Marido: Voce viu o jornal hoje? Ja confirmaram os shows previstos para o Arthur's Day deste ano! Ah, mal posso esperar pra chegar setembro, vou pro pub bem cedo!
Eu: Ta ai uma coisa que eu nao entendo.. Arthur's Day. So fica todo mundo bebendo no pub, por que tanta animacao?
Marido: Como assim nao entende? Todo mundo se reune no pub pra comemorar o aniversario do fundador da Guinness!! Eh uma celebracao!
Eu: Ta, mas qual eh a graca? Como se todo mundo fosse esperar o Arthur's Day pra ir pro pub beber!
Marido: Como assim qual eh a graca? Todo mundo vai pro pub, bebe Guinness, brinda, se diverte!
Eu: Ah, ta.. E qual eh a diferenca entre o Arthur's Day e todas as suas sextas a noite? Nunca vi essa fixacao com pub, tudo se comemora do mesmo jeito, que chato!
Marido: ... (pensa no que responder, te olha com desprezo, desiste da resposta. Obviamente esposas brasileiras nao entendem nada de celebracao).
Advertencia: se voce pretende continuar conversando com seu irish pelo resto do dia, nao tente esse dialogo em casa!
Marido: Voce viu o jornal hoje? Ja confirmaram os shows previstos para o Arthur's Day deste ano! Ah, mal posso esperar pra chegar setembro, vou pro pub bem cedo!
Eu: Ta ai uma coisa que eu nao entendo.. Arthur's Day. So fica todo mundo bebendo no pub, por que tanta animacao?
Marido: Como assim nao entende? Todo mundo se reune no pub pra comemorar o aniversario do fundador da Guinness!! Eh uma celebracao!
Eu: Ta, mas qual eh a graca? Como se todo mundo fosse esperar o Arthur's Day pra ir pro pub beber!
Marido: Como assim qual eh a graca? Todo mundo vai pro pub, bebe Guinness, brinda, se diverte!
Eu: Ah, ta.. E qual eh a diferenca entre o Arthur's Day e todas as suas sextas a noite? Nunca vi essa fixacao com pub, tudo se comemora do mesmo jeito, que chato!
Marido: ... (pensa no que responder, te olha com desprezo, desiste da resposta. Obviamente esposas brasileiras nao entendem nada de celebracao).
Advertencia: se voce pretende continuar conversando com seu irish pelo resto do dia, nao tente esse dialogo em casa!
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Todo mundo fala que morar em outra pais faz as pessoas mudarem. Eu ja nem discuto: quando olho pra tras mal me reconheco na pessoa que era quando deixei o Brasil. Mas a gente muda como? Estava pensando nas mudancas que esses 2 anos de Irlanda me trouxeram, e acabei (de novo) com um top five na cabeca.. Compartilho com voces um pouquinho do meu novo eu:
1. Sentimentos em perspectiva.
Conviver com uma nova cultura (principalmente casar com uma nova cultura), e tambem viver a montanha-russa de surpresas que essa mudanca trouxe pra minha vida, me fez colocar meus sentimentos em perspectiva. Sempre fui muito impulsiva e tambem extremista... tudo que doia, doia muuuuito, o que magoava, magoava muuuuito.. E eu queria tudo resolvido aqui, agora. Aqui na Irlanda estou aprendendo a ver que existe o branco e existe o preto, mas tambem toda uma gama de cinzas que os meus sentimentos podem ter: hoje doi, mas amanha melhora... algo magoa, mas tambem nao eh tao importante que precise me apegar a magoa.. E esperar passar realmente funciona! Maturidade, talvez? Assim espero...
2. Prioridades revisitadas.
Com a vida de expatriada, algumas coisas que considerava importantes ja nao ocupam o menor espaco na minha vida. Futebol, por exemplo, que sempre acompanhei no estadio e pela TV, hoje esta no fim da minha lista de prioridades. Tanta noticia, tanta novidade pra eu acompanhar no Brasil, vou lembrar logo de futebol? (me desculpa Palmeiras, mas pode cair que eu nem ligo mais!)... E entre ir a manicure ou gastar uma tarde no Skype com a minha familia, nem preciso pensar para fazer a escolha: as unhas ficam pra outro dia.
3. Auto-estima, ativar.
A diversidade de pessoas e modas que se ve por aqui me faz sentir mais aceita. Me sinto a vontade para brincar com minhas roupas, com meu cabelo (se isso eh bom ou ruim, ja eh outra historia, ja que os resultados sao questionaveis), e acabei ficando mais vaidosa. Sem contar que so estando aqui a gente ve como nosso pais eh cruel com nos, pobres mulheres balzaquianas.. Por aqui 30 anos nao eh velha, 60kg nao eh gorda e olho castanho nao eh sem graca. E pra completar, brasileira eh fetiche entre a gringaiada. Resultado: Dublin fez mais pela minha auto-estima do que todos os anos de terapia!
4. O passado ja passou.
Muita gente sofre ao morar em outro pais porque fica o tempo todo comparando, lembrando, sentindo falta. Mas para ficar feliz na Irlanda, simplesmente aprendi a olhar pro hoje. Nao quero saber se a comida era boa, as baladas divertidas ou os dias mais quentes quando morava em Sao Paulo. Como com gosto o que preparo por aqui, me divirto nos milhares de pubs e shows por ai, e aproveito o friozinho pra curtir o cobertor de orelha. Guardo no coracao e na memoria pessoas queridas e lugares especiais. Mas deixo de lado o que ficou pra tras, e aproveito cada minuto do que estou vivendo.
5. Voce tem medo de que?
Talvez a maior mudanca que eu veja em mim eh justamente a mais dificil de traduzir: essa sensacao de que nao vale a pena ter medo da vida. Sempre fui do tipo de pessoa que planeja muito, e morre de medo que tudo de errado, de ser surpreendida e nao saber o que fazer. Tinha medo de perder as pessoas que eu amava, tinha medo pelo meu emprego, tinha medo do futuro. Jogar tudo pro alto, e ter a chance de ver meus medos se tornarem realidade (me afastar de pessoas, ficar sem emprego, nao ter nem nocao do futuro) me deu asas, me deixou livre. O que eu tinha medo aconteceu e eu continuo aqui. Alias, estou ate melhor. Mais feliz. Como diz Chico Xavier, isso tambem vai passar. Seja bom ou seja ruim. Entao, ter medo pra que?
1. Sentimentos em perspectiva.
Conviver com uma nova cultura (principalmente casar com uma nova cultura), e tambem viver a montanha-russa de surpresas que essa mudanca trouxe pra minha vida, me fez colocar meus sentimentos em perspectiva. Sempre fui muito impulsiva e tambem extremista... tudo que doia, doia muuuuito, o que magoava, magoava muuuuito.. E eu queria tudo resolvido aqui, agora. Aqui na Irlanda estou aprendendo a ver que existe o branco e existe o preto, mas tambem toda uma gama de cinzas que os meus sentimentos podem ter: hoje doi, mas amanha melhora... algo magoa, mas tambem nao eh tao importante que precise me apegar a magoa.. E esperar passar realmente funciona! Maturidade, talvez? Assim espero...
2. Prioridades revisitadas.
Com a vida de expatriada, algumas coisas que considerava importantes ja nao ocupam o menor espaco na minha vida. Futebol, por exemplo, que sempre acompanhei no estadio e pela TV, hoje esta no fim da minha lista de prioridades. Tanta noticia, tanta novidade pra eu acompanhar no Brasil, vou lembrar logo de futebol? (me desculpa Palmeiras, mas pode cair que eu nem ligo mais!)... E entre ir a manicure ou gastar uma tarde no Skype com a minha familia, nem preciso pensar para fazer a escolha: as unhas ficam pra outro dia.
3. Auto-estima, ativar.
A diversidade de pessoas e modas que se ve por aqui me faz sentir mais aceita. Me sinto a vontade para brincar com minhas roupas, com meu cabelo (se isso eh bom ou ruim, ja eh outra historia, ja que os resultados sao questionaveis), e acabei ficando mais vaidosa. Sem contar que so estando aqui a gente ve como nosso pais eh cruel com nos, pobres mulheres balzaquianas.. Por aqui 30 anos nao eh velha, 60kg nao eh gorda e olho castanho nao eh sem graca. E pra completar, brasileira eh fetiche entre a gringaiada. Resultado: Dublin fez mais pela minha auto-estima do que todos os anos de terapia!
4. O passado ja passou.
Muita gente sofre ao morar em outro pais porque fica o tempo todo comparando, lembrando, sentindo falta. Mas para ficar feliz na Irlanda, simplesmente aprendi a olhar pro hoje. Nao quero saber se a comida era boa, as baladas divertidas ou os dias mais quentes quando morava em Sao Paulo. Como com gosto o que preparo por aqui, me divirto nos milhares de pubs e shows por ai, e aproveito o friozinho pra curtir o cobertor de orelha. Guardo no coracao e na memoria pessoas queridas e lugares especiais. Mas deixo de lado o que ficou pra tras, e aproveito cada minuto do que estou vivendo.
5. Voce tem medo de que?
Talvez a maior mudanca que eu veja em mim eh justamente a mais dificil de traduzir: essa sensacao de que nao vale a pena ter medo da vida. Sempre fui do tipo de pessoa que planeja muito, e morre de medo que tudo de errado, de ser surpreendida e nao saber o que fazer. Tinha medo de perder as pessoas que eu amava, tinha medo pelo meu emprego, tinha medo do futuro. Jogar tudo pro alto, e ter a chance de ver meus medos se tornarem realidade (me afastar de pessoas, ficar sem emprego, nao ter nem nocao do futuro) me deu asas, me deixou livre. O que eu tinha medo aconteceu e eu continuo aqui. Alias, estou ate melhor. Mais feliz. Como diz Chico Xavier, isso tambem vai passar. Seja bom ou seja ruim. Entao, ter medo pra que?
segunda-feira, 18 de julho de 2011
E por falar em destino...
Era uma vez um rapaz americano. Apesar de americano, Joe tem origens na Irlanda.. Mas seus pais morreram ha alguns anos, e Joe nunca teve noticias nem contato com o lado irlandes de sua familia, nem esteve na Irlanda. A unica coisa que ele sabe a respeito de seus familiares do velho continente eh que ele recebeu seu nome por causa de um tio, Joe Reilly, dono de um acougue em uma rua chamada Cork Street, em algum lugar de Dublin.
Mesmo curioso sobre sua historia, Joe nunca tentou descobrir nada a respeito dessa familia, e viveu sua vida tranquilamente. Ate que um dia, sem razao aparente, Joe comeca a pensar sobre esse assunto, cada dia mais e mais. A curiosidade passa a aumentar, e os pensamentos de Joe se voltam insistentemente para seu tio e xara, a quem ele nunca conheceu. Como seria sua vida, o que ele estaria fazendo agora...Joe comeca a se perguntar como serao seus parentes europeus, e qual a historia por tras de sua familia.
Em uma semana, o pensamento se torna tao forte que Joe chega a sonhar varias noites com o tio, mesmo sem nunca o ter conhecido. Num impulso, Joe decide: vai para a Irlanda, para tentar descobrir suas origens, e reencontrar sua familia perdida.
Acompanhado da esposa, e tendo apenas o nome do tio e do acougue como referencia, Joe aterrisa em Dublin num sabado a tarde. No taxi, o motorista puxa assunto, como todo motorista de taxi gosta de fazer com turistas:
- Primeira vez em Dublin?
- Sim, primeira visita.
- Passeio ou negocios?
- Um pouco dos dois... vim em busca da minha familia, que nunca conheci.
- Ah, familia eh mesmo muito importante... a minha, por exemplo eh muito unida... Hoje mesmo, voce eh minha ultima corrida.. estou indo pro funeral de um tio, a familia toda ja esta la.
- Ah, meus sentimentos. Era um tio muito proximo?
- Ah, bastante. Cresci brincando no acougue dele, ajudando com os clientes.. vai fazer muita falta, o tio Joe.
Sim, leitores, voces ja adivinham o final. O motorista de taxi tambem eh sobrinho do tio Joe, que passou a "assombrar" os sonhos do nosso amigo americano na mesma semana em que faleceu. O rapaz aterrisa em Dublin direto para os bracos (ou o taxi) de sua familia, e descobre tios, primos e ate um meio-irmao que nem sabia ter, em um jantar organizado para mais de 50 pessoas durante o fim de semana.
Eu sei, ficcao meio cliche, mas que ia fazer sucesso em filme agua com acucar, ou ate mesmo no programa do Gugu, com uma musica triste no fundo e umas pausas para infomercial.
Com o porem de que nao eh ficcao. E o almoco para mais de 50 pessoas foi onde passei meu domingo, quando minha nova familia recebia com festa o recem descoberto parente e sua esposa.
Se contar, ninguem acredita. Mas estou contando mesmo assim :)
Mesmo curioso sobre sua historia, Joe nunca tentou descobrir nada a respeito dessa familia, e viveu sua vida tranquilamente. Ate que um dia, sem razao aparente, Joe comeca a pensar sobre esse assunto, cada dia mais e mais. A curiosidade passa a aumentar, e os pensamentos de Joe se voltam insistentemente para seu tio e xara, a quem ele nunca conheceu. Como seria sua vida, o que ele estaria fazendo agora...Joe comeca a se perguntar como serao seus parentes europeus, e qual a historia por tras de sua familia.
Em uma semana, o pensamento se torna tao forte que Joe chega a sonhar varias noites com o tio, mesmo sem nunca o ter conhecido. Num impulso, Joe decide: vai para a Irlanda, para tentar descobrir suas origens, e reencontrar sua familia perdida.
Acompanhado da esposa, e tendo apenas o nome do tio e do acougue como referencia, Joe aterrisa em Dublin num sabado a tarde. No taxi, o motorista puxa assunto, como todo motorista de taxi gosta de fazer com turistas:
- Primeira vez em Dublin?
- Sim, primeira visita.
- Passeio ou negocios?
- Um pouco dos dois... vim em busca da minha familia, que nunca conheci.
- Ah, familia eh mesmo muito importante... a minha, por exemplo eh muito unida... Hoje mesmo, voce eh minha ultima corrida.. estou indo pro funeral de um tio, a familia toda ja esta la.
- Ah, meus sentimentos. Era um tio muito proximo?
- Ah, bastante. Cresci brincando no acougue dele, ajudando com os clientes.. vai fazer muita falta, o tio Joe.
Sim, leitores, voces ja adivinham o final. O motorista de taxi tambem eh sobrinho do tio Joe, que passou a "assombrar" os sonhos do nosso amigo americano na mesma semana em que faleceu. O rapaz aterrisa em Dublin direto para os bracos (ou o taxi) de sua familia, e descobre tios, primos e ate um meio-irmao que nem sabia ter, em um jantar organizado para mais de 50 pessoas durante o fim de semana.
Eu sei, ficcao meio cliche, mas que ia fazer sucesso em filme agua com acucar, ou ate mesmo no programa do Gugu, com uma musica triste no fundo e umas pausas para infomercial.
Com o porem de que nao eh ficcao. E o almoco para mais de 50 pessoas foi onde passei meu domingo, quando minha nova familia recebia com festa o recem descoberto parente e sua esposa.
Se contar, ninguem acredita. Mas estou contando mesmo assim :)
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Pra falar do meu acento.
Eu sempre achei mega cafona quem passa 2 minutos no exterior e comeca a fingir que nao sabe mais falar portugues. Gente que sobrevoa Miami e ja desembarca falando girias em ingles e "esquecendo" como se diz alguma coisa.
Mas sou obrigada a admitir, ando numa fase esquisita em que meu cerebro parece que esta com preguica de traduzir as coisas da maneira certa, e decidiu que pra mudar palavras do ingles para o portugues, eh so "aportuguesar " o sotaque (ou o acento, como ja disse algumas vezes, pensando na versao em ingles da palavra, accent). O contrario tambem funciona, e se nao sei a versao em ingles da palavra em portugues, eh so botar um "ation" no final e esta valendo.
No trabalho, principalmente, onde fico pensando em ingles para escrever 90% do tempo, vira e mexe dou bola fora quando o e-mail eh pra uma pessoa brasileira. Reembolso (refund) vira refundo. Anexo (attachment) vira atacho. E por ai vai. Depois checo o corretor ortografico (habito que desenvolvi depois de uma vida inteira de bolas foras), e fico com vergonha de mim mesma. E ai depois de ficar com vergonha pelo que fiz e ninguem viu, venho aqui e conto pra todo mundo. Vai entender...
Mas sou obrigada a admitir, ando numa fase esquisita em que meu cerebro parece que esta com preguica de traduzir as coisas da maneira certa, e decidiu que pra mudar palavras do ingles para o portugues, eh so "aportuguesar " o sotaque (ou o acento, como ja disse algumas vezes, pensando na versao em ingles da palavra, accent). O contrario tambem funciona, e se nao sei a versao em ingles da palavra em portugues, eh so botar um "ation" no final e esta valendo.
No trabalho, principalmente, onde fico pensando em ingles para escrever 90% do tempo, vira e mexe dou bola fora quando o e-mail eh pra uma pessoa brasileira. Reembolso (refund) vira refundo. Anexo (attachment) vira atacho. E por ai vai. Depois checo o corretor ortografico (habito que desenvolvi depois de uma vida inteira de bolas foras), e fico com vergonha de mim mesma. E ai depois de ficar com vergonha pelo que fiz e ninguem viu, venho aqui e conto pra todo mundo. Vai entender...
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